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NOTÍCIAS
Livro lançado no evento:
Método Ocra - Para a Análise e a
Prevenção dos Risco por Movimentos
Repetitivos.
O livro, que tem características de um
manual prático, fornece uma resposta, clara
e detalhada, á exigência de gestão
dos risco devido a movimento e esforço
repetidos dos membros superiores, tendo como objetivo
principal a prevenção.
Autores: Daniela Colombini, Enrico Occhipinti
e Michele Fanti. |
APRESENTAÇÃO DO
MÉTODO OCRA
Método será alternativa para auxiliar
as empresas após a entrada em vigor, em
janeiro de 2009, da lei de tarifação
setorial de seguros contra acidentes de trabalho.
Mais de 500 pessoas compareceram
ao seminário da pesquisadora e professora
italiana, Daniela Colombini, que em parceria com
Enrico Occhinpiti, ergonomista e médico
do trabalho, apresentaram o Método OCRA
de avaliação ergonômica. Em
evento que ocorreu na capital paulista em 30 de
outubro, os especialistas apresentaram a nova
técnica ao público brasileiro e
responderam as dúvidas em relação
à exposição dos trabalhadores
a riscos ocupacionais.
Para disseminar a técnica
no Brasil, Daniela conta com a parceria dos médicos
do trabalho brasileiros Ruddy Facci e Edoardo
Santino e do engenheiro Eduardo Marcatto, que
fundaram neste mesmo mês a escola OCRA Brasiliana
em São Paulo.
Entre os principais objetivos
do método estão: a avaliação
de condições de risco de lesões
de membros superiores em função
da atividade exercida; geração de
ações preventivas, sem queda no
ritmo da produção e sem riscos;
adequação dos postos de trabalho;
prevenção do número de trabalhadores
lesionados; além de propor soluções
práticas. Por meio dessa técnica
é possível identificar o nível
de risco de uma empresa, e calcular a porcentagem
de trabalhadores que desenvolverão determinada
patologia. É um método único
no mundo com respaldo de um banco de estudo com
10 mil casos de doenças diagnosticadas,
ressaltando que não nos baseamos em queixas
somente, aponta Daniela. |
Referendado internacionalmente
e já reconhecido como método standart
europeu, o OCRA tornou-se obrigatório no continente
pela norma ISO 11228-3:2006. Ele surgiu por conta do
elevado nível de incidência de doenças
devido à sobrecarga musculoesquelética
dos membros superiores. Na avaliação vários
fatores são levados em consideração,
entre eles: freqüência, condições,
tempo e turno de trabalho, força utilizada, postura,
pausas, existência ou não de demais tarefas
durante o dia, entre outros. Além disso, também
são computadas variáveis complementares
de risco como vibração, frio, compressão
mecânica.
Na Itália, um acidente
de trabalho gera um custo para a empresa de aproximadamente
€30 mil, incluindo afastamento, multa, indenizações,
entre outras despesas relacionadas a esse tipo de acidente.
Ergonomia é bom senso, e em uma análise
custo-benefício é mais interessante para
a empresa aplicar essas práticas, projetar bem
o espaço de trabalho para aumentar a produtividade
do funcionário e minimizar riscos, destaca Daniela.
De acordo com José
Roberto Sevieri, presidente do Grupo Cipa, promotor
do seminário, o custo geral de um acidente de
trabalho no Brasil é de aproximadamente R$ 40
mil. Ocorrem no país cerca de 500 mil acidentes
de trabalho ao ano, mas a tendência é que
o número de acidentes diminua com a entrada em
vigor, em janeiro de 2009, da lei de tarifação
setorial de seguros contra acidentes de trabalho. As
empresas dos setores que têm mais acidentes pagarão
3% de seguro contra acidentes, enquanto as que têm
menos pagarão apenas 1%, completa Sevieri. Em
2007, no Brasil, o Ministério da Previdência
gastou R$ 10 bilhões com acidentes de trabalho
que afastaram o empregado por mais de 15 dias.
Na ocasião, foi apresentado
o livro Método OCRA para a Análise e a
Prevenção do Risco por Movimentos Repetitivos,
que fornece uma resposta, clara e detalhada, à
exigência de gestão dos riscos devido a
movimento e esforço repetidos dos membros superiores,
tendo como objetivo principal a prevenção.
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Da esq. para
direita: José Roberto Sevieri, Enrico Occhinpiti,
Daniela Colombini, Ruddy Facci, Edoardo Santino
e Eduardo Marcatto |
Apresentação
do Método OCRA ao setor |
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